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Seis Meses

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Nós jovens moçambicanos basta passar Domingo desanimamos, sonhámos e idealizamos a sexta-feira para poder "curtir" com os amigos, sair para beber, namorar ou mesmo paquerar na balada. Há seis meses me chegou a tão desejada sexta-feira, início de final de semana, fui para discoteca desanuviar um pouco. Minha intenção era beijar o máximo de moças possíveis, mas não correu como esperava porque travei logo na primeira. Ficamos a conversar a noite toda que até não dei conta do tempo passar , trocamos números e quando dei por mim nossas conversas já eram constantes ao telefone, meus sonhos só tinham a ela como personagem principal. Decidimos marcar um encontro de dia, num lugar calmo onde pudéssemos conversar, comer e tomar algo. Tal aconteceu, era uma sintonia impressionante que nós tínhamos em tão pouco tempo, parecia que já nos conhecíamos desde à infância. Pouco tempo depois já éramos namorados, tudo era intenso como se a vida nos reservasse pouco tempo juntos, era a melho...

NÃO HÁ LIMITES NO AMOR!!!

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O QUE TIVER QUE SER, SERÁ! Minha história é peculiar, hoje tenho 94 anos de idade, já vivi tudo que tinha a viver mas o mais importante de tudo foi o amor do meu marido e dos meus filhos! Conheci o Alfredo quando tinha 16 anos e ele 18, começamos a namorar dois meses depois porque ele não era precipitado, sabia reconhecer o meu tempo; a nossa primeira vez foi depois de um ano de namoro, a partir disso eu tive a certeza que ele seria um marido maravilhoso. Passados mais três anos pediu-me em casamento e casamos no ano seguinte, ainda não tínhamos filho. Financeiramente éramos estáveis, ele era um executivo de uma multinacional e eu era administradora pública. Um dia viajara em missão de serviço para Xai-xai e na volta fomos acometido por um acidente trágico, dois dos meus colegas foram à óbito, eu e mais duas colegas sobrevivemos, fomos levadas para o hospital. Meu marido foi lá a correr para saber do meu estado, infelizmente as notícias não eram boas, havia ficado paralíti...

É Sempre Culpa Da Mulher

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O Hélio e eu somos casados há dois anos, juntos há seis anos, antes mesmo do casamento vínhamos tentando ter um filho mas não estava a ser fácil, principalmente para mim. Foram três anos de tentativas directas, mas a gradivez não vinha, como de costume ele e sua família culpavam a mim, chamava-me de infértil, incompetente, praga, má esposa, etc. Estava difícil suportar as reclamações dele e de sua família, para piorar a minha também apoiava nestas investidas de diminuir-me, de fazer-me parecer menos mulher. Agastada pedi para que Hélio tentasse engravidar outra mulher que fosse da nossa escolha e confiança, assim procedemos, foram cinco encontros durante três meses e ela não ficou grávida, por dentro eu já tinha a resposta para a nossa condição de não sermos pais ainda, mas ainda faltava-me coragem de dizer a ele!?! Tive de encontrar outra alternativa, propus que eu fosse fazer testes no hospital para ver se tinha alguma condição que me impedisse de engravidar, fiz análise, s...

FINGIMENTO

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Eu e a Eunice tínhamos cinco anos de casados, o nosso casamento não ia lá muito bem, brigávamos por tudo e por nada, continuar juntos era uma insistência mas não contávamos à ninguém. A voz dela já irritava-me e parece que a minha causava o mesmo efeito nela. Parecia ser a gota de água até que tudo levou a um rumo invulgar quando minha mãe foi fazer-nos uma visita surpresa sem prazo determinada. Ficamos aflitos, obviamente ela iria descobrir tudo, então sentamos pela primeira vez em muito tempo para termos uma conversa franca, onde chegámos ao acordo de fingir que estava tudo bem entre nós até ela ir-se embora e assim procedemos. Acordávamos todos os dias de manhã, no pequeno almoço dávamos um beijinho de "bom dia", dizíamos "eu te amo" e ao sair desejávamo-nos "bom trabalho". Quando voltávamos contávamos como foi a jornada laboral. Fazíamos as refeições juntos como um perfeito casal feliz, não haviam reclamações um do outro, não falávamos de noss...

Violação Sexual 3

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Capítulo III: DENÚNCIA, JULGAMENTO E DESFECHO Finalmente fomos denunciar o Salvador e seus amigos. Pensava ele que me tivesse em suas mãos, que eu seria sua marioneta, escrava sexual, pois antes de ser notificado pela justiça continuava com as ameaças e chantagem em relação à minha honra e reputação. A notificação da justiça chegou depois de uma semana acompanhada pela ordem de prisão preventiva contra si e seus amigos ainda desconhecidos. Por conseguinte, ele foi levado para a esquadra de C. 700 para o interrogatório com objectivo de revelar seus comparsas - para quem já passou ou presenciou as tácticas de interrogação da PRM sabe que o "chamboco" canta solto, por isso, em menos de 10 minutos revelou-os a todos. Passou apenas o tempo necessário para o Ministério Público reunisse todas as provas para que fosse marcada a primeira audiência do julgamento do caso. Só para lembrar, como nós não submetemos a queixa ainda no hospital, os médicos não tinham obrigação de gu...

Violação Sexual 2

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Capítulo II: CONSELHOS E CONFLITO PESSOAL ... Infelizmente os bandidos conseguiram fugir pela parte traseira do terreno quando ouviram a movimentação do senhor Salimo (o patrão) e seus funcionários, porque o terreno ainda não tinha nenhuma vedação. Por isso, felizmente também estou viva; encontraram só a mim estatelada no chão, quase moribunda, sequer conseguia falar e estava em choque. Fui carregada para uma carrinha - Toyota Hilux - levada para o Hospital Provincial da Matola, onde recebi o melhor tratamento possível, não por mim e nem porque tratava-se de médicos e enfermeiros dedicados aos seus pacientes, pois via como "mal" tratavam os outros, mas porque o senhor Salimo prometera recompensá-los se assim procedessem. Dia seguinte o choque já havia diminuído, conseguia falar pouco e forneci contacto da minha mãe para que a pudessem contactar, não demorou muito mais do que uma hora ela já se encontrava no hospital - preocupada com a repercussão do caso do que comigo! A...

Violação Sexual

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Capítulo I: Apresentação e acontecimento central! Meu nome é Maura, tenho 15 anos de idade, sou estudante da Escola Secundária da Matola, nona classe, curso nocturno. Como muitos sabem, nem sempre é por opção própria que frequentamos o ensino pós-laboral (curso nocturno), na maior parte é por falta de vagas no "curso diurno" e também falta de recursos para frequentar uma instituição "particular" (privada)... Nos primeiros dias de aulas tinha companhia das minhas colegas para ir e vir, porém aos poucos foram diminuindo, umas por desistência e outras porque tinham conseguido vagas no curso diurno. Por isso, no segundo trimestre já andava sozinha uma boa distância para casa, porque a única colega que ainda voltava comigo vivia perto da escola enquanto eu vivia perto da Unidade "H". Comecei a reparar numa presença constante nas esquinas que cruzava todos os dias, o Salvador (jovem forte, quase dez anos mais velho que eu, sonho de muitas miúdas, porém um...